A VERDADE SOBRE O ÓLEO DE COCO

O óleo de coco se mostrou um alternativa saudável dentre as gorduras ofertadas no mercado tradicional. Acontece que foram atribuídas propriedades milagrosas para seu uso. Mas nem todas são verdadeiras! Conheça a verdade sobre o óleo de coco!óleo de coco

O óleo de coco é sim uma gorduras monoinsaturada, mas o que isso quer dizer? É uma gordura estável que não altera sua estrutura química quando exposto a altas temperaturas. Sendo um óleo resistente a oxidação e continuando saudável durante o cozimento dos pratos.

A VERDADE SOBRE O ÓLEO DE COCO

No entanto suas propriedades emagrecedoras, regenerativa, antimicrobiana têm sido questionada pela Associação Brasileira de Nutrologia. Em nota oficial, eles apresentaram seu posicionamento quanto o uso indiscriminado do óleo de coco. Segue abaixo trechos da nota oficial:

Considerando-se que o óleo de coco tem sido divulgado, especialmente na imprensa leiga, como integrante de uma dieta preventiva para doenças crônicas, como quadros neuro-degenerativos, obesidade e dislipidemia, bem como para outras funções tais como imunomodulação e tratamento antimicrobiano, a Associação Brasileira de Nutrologia considera que deve se posicionar sobre o assunto:

1 – Quando o óleo de coco é comparado a óleos vegetais menos ricos em ácido graxo saturado, recente revisão mostrou que ele aumenta o colesterol total (particularmente o LDL-colesterol) o que contribui para um maior risco cardiovascular [3].

2 – Tem sido reportado que o óleo de coco possui atividade antibacteriana, antifúngica, antiviral e imunomoduladora, porém tais estudos são predominantemente experimentais, notadamente in vitro, não havendo estudos clínicos demonstrando esse efeito. Assim, faltam ainda evidências suficientes para recomendar o óleo de coco como agente antimicrobiano ou imunomodulador [4].

3 – Até o momento, não existem estudos clínicos que tenham abordado o efeito de óleo de coco na função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva [5]. Enfatiza-se também que não existem evidências clínicas de que o óleo de coco possa proteger ou atenuar doenças neuro-degenerativas, como a doença de Alzheimer [6].

4 – Um número muito pequeno de estudos, com resultados controversos, tem relatado os efeitos do óleo de coco sobre o peso corporal em seres humanos. Estudo observacional de populações de ilhas do Pacífico consumindo grandes quantidades de cocos revelou que os Tokelauanos, que consumiam quantidades mais elevadas de coco (63% de energia derivada do coco versus 34% na dieta de Pukapukan), eram mais pesados e tinham pregas de pele subescapulares maiores [7].

Em um ensaio controlado randomizado, 40 mulheres (20-40 anos) foram instruídas a consumir diariamente 30 mL de óleo de coco ou de soja (placebo) por 12 semanas. Os grupos também foram instruídos a caminhar por 50 minutos por dia e a seguir um padrão alimentar saudável, e ambos os grupos consumiram aproximadamente 10% menos calorias do que no início. Apenas o grupo de óleo de coco apresentou circunferência de cintura reduzida no final do estudo (redução de 1,4 cm) e uma tendência ao aumento de insulina circulante.

Embora os autores tenham usado recordatório alimentar de 24 horas no início e no final do período de estudo, as quantidades exatas de óleo de coco consumido pelos indivíduos não foram precisadas [8]. Examinando pequena amostra (13 mulheres e 7 homens) com 24-51 anos e índice de massa corporal médio de 32,5 kg/m2, prévio estudo (sem grupo controle) mostrou que o consumo de óleo de coco virgem (30 mL/dia/4 semanas) foi associado a redução da circunferência da cintura (2,61 ± 2,17 cm) em indivíduos do sexo masculino [9]. Examinando o efeito na saciedade, pequeno estudo (n=18) mostrou que não existe efeito de uma refeição rica em ácidos graxos de óleo de coco sobre o apetite ou ingestão alimentar [10]. No geral, não existem evidências suficientes para concluir que o consumo de óleo de coco leva à redução de adiposidade.

A recomendação da ABRAN para o consumo do óleo de coco segue o protocolo de complemento alimentar e não medicação e tratamento:

O óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento da obesidade;
O óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas;
O óleo de coco não deve ser prescrito como nutriente antimicrobiano;
O óleo de coco não deve ser prescrito como imunomodulador

Leia a nota completa no site da ABRAN: Posicionamento oficial da Associação Brasileira de Nutrologia a respeito da prescrição de óleo de coco

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